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Como escolher soluções de pagamento para pequenas e médias empresas do e-commerce?

1 de outubro de 2017
Como escolher soluções de pagamento para pequenas e médias empresas do e-commerce?

A vontade de ter o próprio negócio aliada à dificuldade de conseguir emprego e as facilidades para vender online têm impulsionado empreendedores a apostar cada vez mais no e-commerce. Segundo estudo realizado pela Bain & Company, estima-se um crescimento de 11% ao ano para o e-commerce brasileiro até 2019.

Entretanto, na hora de iniciar as atividades surgem muitas dúvidas. Entre um dos maiores questionamentos está: qual é a solução de pagamento mais adequada para a minha empresa?

Antes de responder a esta pergunta, é importante conhecer todas as possibilidades, uma vez que todas podem se ajustar a cada modelo de negócio, de acordo com a sua necessidade.

  • Adquirente: são as empresas responsáveis pela comunicação entre as bandeiras de cartão de crédito e débito e lojistas. A Cielo, por exemplo é uma adquirente. Independentemente da solução de pagamento escolhida, a transação passará pela adquirente para que ela faça esta parte do fluxo de pagamento.
  • Gateway de pagamento: conecta a loja com as financeiras e adquirentes. Trocando em miúdos, é como se fosse a máquina que recebe o cartão para pagamento, mas neste caso o processo é efetuado totalmente online. Os gateways também possibilitam a realização de pagamento com boleto bancário, transferência entre contas e meios de pagamento alternativos, além de permitir a integração com ferramentas antifraude e de conciliação financeira para gerenciar as transações com maior precisão, como é o caso da Braspag. Segundo Gastão Mattos, “uma das principais vantagens do gateway é a ampliação da segurança e controle das transações, algo essencial para todos os tipos de lojas online. Além disso, uma vez integrado com um gateway, se o lojista decide mudar de adquirente ou banco, a integração técnica construída continua valendo”, explica.
  • Subadquirente ou intermediária: engloba as atividades do gateway, além de análise de risco e conciliação financeira em uma mesma solução. Entretanto, o recebimento neste caso é realizado em nome da intermediária e não da loja, o que às vezes gera insegurança no consumidor na hora de fazer o pagamento. Aqui em geral, o diferencial da solução é a garantia da transação.

Como escolher?

Uma das tentações de quem está começando é escolher a solução de pagamento com as taxas mais baixas, “mas isso é um erro”, diz Mattos. “É preciso avaliar o perfil da loja virtual, tipo de consumidor, ticket médio e condições da operação e confrontar com os benefícios oferecidos por cada fornecedor e as necessidades do lojista. O cálculo de todos esses fatores vai determinar qual o tipo de solução de pagamento adequado”, conta. O executivo também dá outras dicas na hora de escolher:

  • Perfil de consumidor

Se o público-alvo da loja costuma escolher um mesmo meio de pagamento, vale a pena investir primeiro em serviços que atendam bem a este perfil para começar. Entretanto, é importante ter em mente que quanto mais opções de pagamento, mais chances de aumentar o número de clientes.

  • Atendimento

Escolha uma empresa que lhe atenda prontamente e entenda as necessidades do negócio, propondo soluções simples e inovadoras. Lembre-se que este serviço será responsável pela entrada de dinheiro no seu fluxo de caixa.

  • Serviços integrados

Soluções antifraude e de conciliação são fundamentais para garantir a segurança das transações e a organização financeira da operação. Sendo assim, observe se os serviços oferecidos neste sentido atendem às reais necessidades do negócio e se você possui equipe para acompanhar estes processos de acordo com a demanda. Se a loja está começando, muitas vezes vale contratar uma solução que englobe todos estes serviços. Mas quando o fluxo de compras cresce – o que consequentemente irá requerer aumento da equipe – investir numa integração mais robusta que ofereça relatórios gerenciais e checkout mais transparente será uma boa pedida.

“Seja qual for a solução escolhida, o e-commerce tem sido uma boa aposta para quem deseja criar seu negócio, mesmo com baixo investimento. O potencial de crescimento deste setor e a sua alta capacidade de ofertas, como mercados de nicho, sempre geram boas oportunidades”, afirma Mattos.

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Por que investir em reviews dá certo no e-commerce?

Por que investir em reviews dá certo no e-commerce?

Ao pesquisar por produtos no e-commerce, muitos consumidores costumam ler a avaliação de outros usuários antes de se decidir pela compra. Hoje, os chamados reviews se transformaram em uma ferramenta de venda fundamental para as lojas virtuais, porque são decisivos na hora de o consumidor comprar ou não um determinado produto.

Números da Trustvox indicam que 85% dos compradores leem reviews antes de fazer o checkout e 92% deles dão opiniões positivas sobre a loja após passar pela experiência de compra. A CEO da Trustvox, Tatiana Pezoa, assinala que quando a loja exibe as opiniões dos reais compradores, ela transmite mais confiança aos usuários do site ou loja. “Consumidores que interagem com reviews verdadeiros aumentam em média 274% a conversão em vendas. Além disso, saber o que o consumidor pensa sobre o produto e o atendimento/serviço do e-commerce ajuda na evolução e insights para melhorar a operação da loja”, defende.

Segundo Tatiana, o review pode auxiliar em várias etapas do processo de tomada de decisão do consumidor, mas ela ressalta que o maior poder dos reviews e avaliações está no momento exato de finalizar a compra. “Reviews verdadeiros inseridos no momento do carrinho de compra evitam o abandono do carrinho. E isso não se aplica tão somente para a compra online: para se ter uma ideia do impacto dos reviews no momento da decisão de compra, 36% dos consumidores pesquisam e leem reviews do e-commerce antes de fazer uma compra quando estão nas lojas físicas”, ressalta.

Loja Integrada – Inside
Incentivar os consumidores a avaliarem os produtos é um desafio e tanto para os lojistas. De acordo com Tatiana, fazer o pedido aos clientes que passaram pela experiência de compra do produto na loja é o mais eficiente e sincero a se fazer. “Publicar todas as opiniões nas páginas dos produtos e em outras seções da loja também é uma forma de incentivar o consumidor e dizer abertamente que a loja valoriza e respeita a opinião do cliente”, completa.

Entre as muitas maneiras criativas de incentivar o consumidor a deixar a opinião nos produtos, Tatiana cita as seguintes: utilizar a nota e os reviews dos compradores em peças de divulgação nas redes sociais, nas embalagens de envio de produtos e em e-mail marketing explicando a importância dessa avaliação. “Dessa forma, o e-commerce realmente consegue deixar a mensagem para o cliente de que o review é peça-chave para a loja evoluir nos serviços e ainda ajudar futuros compradores”, acrescenta.

Como exemplo bem-sucedido de empresas que utilizam de forma positiva os reviews, Tatiana faz referência aos e-commerces de moda feminina. “Temos casos de lojas desse segmento que utilizam a Trustvox e que chegaram a aumentar em 480% a conversão em vendas. Esse crescimento pode ser medido e acompanhado diretamente pelo lojista através do Google Analytics”, explica.

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Receita vai permitir pagamento de impostos de importação pela internet

26 de setembro de 2017
Receita vai permitir pagamento de impostos de importação pela internet

Começou na semana passada um processo de modernização das importações para pessoas físicas no Brasil, que, segundo o Governo, deve agilizar o processo de verificação aduaneira e aumentar a velocidade de entrega de mercadorias no país. Entre as principais mudanças, que devem ser aplicadas até o fim do ano, está a possibilidade de pagamento de impostos por cartão de crédito e internet banking.

Hoje, quando uma encomenda é tributada, o destinatário deve comparecer pessoalmente à agência dos Correios, onde seu pacote fica retido, e realizar, em dinheiro, o pagamento dos impostos. Com a mudança, entra no ar o Portal do Importador, um sistema informatizado que vai permitir a emissão de boleto e pagamento online, permitindo que o produto solicitado seja entregue em casa.

O sistema deve entrar no ar até o final de outubro, estando em plena operação ao longo dos próximos seis meses. Após a realização do primeiro cadastro, a Receita Federal afirma que o processo se torna ainda mais simples, pois em vez de esperarem o recebimento de um documento para acesso ao Portal – algo que também é exigido hoje antes da visita aos Correios para pagamento dos impostos, – esse aviso poderá ser feito por e-mail.

A expectativa é de uma redução de cerca de 10 dias no tempo entre a chegada das encomendas internacionais ao Brasil e a entrega delas. Isso porque todo o sistema passará a funcionar de maneira eletrônica, com as lojas e serviços postais internacionais compartilhando as informações das mercadorias com os Correios, de forma que o cálculo do tributo possa ser feito até mesmo antes da efetiva chegada do pacote ao Brasil.

A previsão é que a informatização do sistema deve mudar os trabalhos relacionados a, pelo menos, 90% das remessas internacionais que chegam ao país. Isso se deve ao fato de nem todos os países terem sistemas digitais ou preparados para o compartilhamento das informações – nesse caso, os servidores dos Correios serão os responsáveis por inserirem os dados manualmente no sistema, enquanto a Receita Federal será responsável pela tributação, com o restante do processo seguindo por meio do Portal do Importador.

A medida é uma continuidade da iniciativa anunciada em 2014, quando os dois órgãos revelaram o desenvolvimento de um sistema informatizado para rastrear encomendas que chegam ao Brasil. Originalmente, a plataforma deveria ter entrado no ar em 2015, mas isso deve acontecer somente neste ano, como uma forma de reduzir a burocracia e desembaraçar a verificação aduaneira no país.

De acordo com as estimativas do Governo Federal, cerca de 200 mil volumes internacionais são analisados todos os dias no Brasil, um processo completamente manual que, agora, se torna digital. A estimativa é de que as encomendas levem cerca de 30 dias para chegarem na casa dos clientes, a partir do recebimento no Brasil – hoje, quem compra produtos de fora sabe que a espera pode levar de dois meses até o infinito.

Hoje, a alíquota de importação cobrada dos consumidores finais brasileiros é de 60% do valor do produto adquirido, somado também com o frete. Além disso, os Correios cobram uma taxa de R$ 12 para liberação, enquanto alguns estados também adicionam o ICMS a esse montante. Pacotes com valor abaixo dos US$ 50 e enviados entre pessoas físicas não precisam pagar imposto – ou seja, a isenção não vale para compras de baixo valor feitas em lojas online. Livros, por outro lado, não têm impostos cobrados de qualquer espécie.

Para o Governo, a novidade também deve facilitar a vida de quem realiza importações com condições especiais, como pesquisadores, que têm direito à isenção de impostos em materiais – uma identificação que será feita a partir do CPF ou CNPJ usado no cadastro – ou aqueles que importam remédios não disponíveis no Brasil, com receitas e outras documentações necessárias para liberação sendo entregues digitalmente, a partir do Portal do Importador.

Fonte: Agência Brasil